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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Verso a Verso.
Fala, descreve, cria.
Vive e transmite.
Esclarece, confunde.
Enfeita o caminho
com pedras ou flores.
Solta o grito.
Inclina-te na noite,
apoia-te no tempo.
Relaciona-te.
Entrelaça-te na sede
de louca alma.
Expõe os hormônios,
seda teus medos,
rasga os véus da lógica.
Desmedidamente.
Fale, descreva, crie. Viva desmedidamente. Transmita. Esclareça, confunda. Enfeita o caminho com pedras ou flores. Solte os gritos. Se inclina na noite, se apóia no tempo. Entrelaça com sede de alma louca. Inter-relaciona. Expõe os hormônios. Rasga o véu da lógica. Seda teus medos.
Manda o teu texto VERSO A VERSO, nu, sem formatação, acaso queiras que eu dê uma guaribada nas flexões verbais, as quais estão incorretas em vários momentos... Se não te for útil o oferecimento, seguem os meus parabéns pelo contexto!
Abraços do poetinha JM. ******************************* Sempre aprendo com o amigo Moncks. Sempre. Ci
Provindo de uma preciosa amiga, chegam a mim os versos, sem pedir licença. Palavra pronta para todas as invectivas, sem maior indumentária de festa que o seu próprio significado. E toma o seu lugar à mesa da confraternidade dos condenados ao pensar. Tomai e bebei!
“VERSO A VERSO
Cecília Fidelli
Fala, descreve, cria. Vive e transmite. Esclarece, confunde. Enfeita o caminho com pedras ou flores. Solta o grito. Inclina-te na noite, apoia-te no tempo. Relaciona-te. Entrelaça-te na sede de louca alma. Expõe os hormônios, seda teus medos, rasga os véus da lógica. Desmedidamente.”
– publicado a 07/11/2011 em http://www.ceciliafidelli.blogspot.com/ – remetido pelo Orkut, em 08/12/2011, 02h08min.
“VERSO A VERSO” é uma bela peça poética, lembrando a poesia de Göethe e a de outros pensadores do mesmo idioma e afins, na velha Europa, a partir do séc. XVIII. Bem diferente do lirismo constatável nos idiomas português e espanhol, bem como do consectário existente em Poética, na América Latina. O poema possui um bom título, sugestivo e intrigante, a par de uma singeleza franciscana, chamando a atenção para o despojamento. Um significativo exemplar do poema composto em versos pejados de poesia INCISIVA, conselheira, fruta maturada de experimentação, ou TUTORIAL, que é como o poeta vê o mundo e age nele, ou, ainda, eivada de AFORISMOS, que nada mais é do que a sentença moral breve e conceituosa. O final é primoroso, com o advérbio funcionando, filosoficamente, como uma lápide... Enfim, dá gosto a gente se topar com a nudez da verbalidade e descobrir-se dentro do poema, sem maior pretensão do que ser a própria vida retratada em vocábulos sugestionalizantes. Carismática proposta de tensão verbal para os que pensam que a vida se rege sem interferências. O andar, o roteiro que se irá dar no mundo da realidade é a interferência ativa do pensar, desiderato. Gestos ou ato-fato que poderão ou não ocorrer. Esse tipo de poema é sentença de vida e morte. O verbo dança, revoluteia em metáforas de idéias. Comporta toda a sua fortaleza e talento. Palavra é ideação e afastamento da inércia...
– Do livro PALAVRA & DIVERSIDADE, 2011. http://www.recantodasletras.com.br/ensaios/3378373
Sobre o texto de tua amiga Cecília, devo dizer que é uma satisfação sempre que nos deparamos com algo bem construído. E ainda mais assim sintético, como eu gosto e perfeitamente inteligível. Achei muito interessante a forma, todo o texto baseado em formas verbais.
Lígia Lacerda em scrap ao amigo em comum Joaquim Moncks via orkut.
Fale, descreva, crie.
ResponderExcluirViva desmedidamente.
Transmita.
Esclareça, confunda.
Enfeita o caminho
com pedras ou flores.
Solte os gritos.
Se inclina na noite,
se apóia no tempo.
Entrelaça
com sede de alma louca.
Inter-relaciona.
Expõe os hormônios.
Rasga o véu da lógica.
Seda teus medos.
Cecília Fidelli
Muito obrigado, Moncks.
ResponderExcluirVocê sempre prestativo.
Meus impulsos, são meio sem normas...
Paz e Poesia,
sempre em sua vida.
Ci.
Amiga Cecília!
ResponderExcluirManda o teu texto VERSO A VERSO,
nu, sem formatação, acaso queiras
que eu dê uma guaribada
nas flexões verbais,
as quais estão incorretas
em vários momentos...
Se não te for útil o oferecimento,
seguem os meus parabéns
pelo contexto!
Abraços do poetinha JM.
*******************************
Sempre aprendo com o amigo Moncks.
Sempre.
Ci
- Via Orkut -
ResponderExcluirO PODER DA PALAVRA
Joaquim Moncks
Provindo de uma preciosa amiga, chegam a mim os versos, sem pedir licença. Palavra pronta para todas as invectivas, sem maior indumentária de festa que o seu próprio significado. E toma o seu lugar à mesa da confraternidade dos condenados ao pensar. Tomai e bebei!
“VERSO A VERSO
Cecília Fidelli
Fala, descreve, cria.
Vive e transmite.
Esclarece, confunde.
Enfeita o caminho
com pedras ou flores.
Solta o grito.
Inclina-te na noite,
apoia-te no tempo.
Relaciona-te.
Entrelaça-te na sede
de louca alma.
Expõe os hormônios,
seda teus medos,
rasga os véus da lógica.
Desmedidamente.”
– publicado a 07/11/2011 em http://www.ceciliafidelli.blogspot.com/
– remetido pelo Orkut, em 08/12/2011, 02h08min.
“VERSO A VERSO” é uma bela peça poética, lembrando a poesia de Göethe e a de outros pensadores do mesmo idioma e afins, na velha Europa, a partir do séc. XVIII. Bem diferente do lirismo constatável nos idiomas português e espanhol, bem como do consectário existente em Poética, na América Latina. O poema possui um bom título, sugestivo e intrigante, a par de uma singeleza franciscana, chamando a atenção para o despojamento. Um significativo exemplar do poema composto em versos pejados de poesia INCISIVA, conselheira, fruta maturada de experimentação, ou TUTORIAL, que é como o poeta vê o mundo e age nele, ou, ainda, eivada de AFORISMOS, que nada mais é do que a sentença moral breve e conceituosa. O final é primoroso, com o advérbio funcionando, filosoficamente, como uma lápide... Enfim, dá gosto a gente se topar com a nudez da verbalidade e descobrir-se dentro do poema, sem maior pretensão do que ser a própria vida retratada em vocábulos sugestionalizantes. Carismática proposta de tensão verbal para os que pensam que a vida se rege sem interferências. O andar, o roteiro que se irá dar no mundo da realidade é a interferência ativa do pensar, desiderato. Gestos ou ato-fato que poderão ou não ocorrer. Esse tipo de poema é sentença de vida e morte. O verbo dança, revoluteia em metáforas de idéias. Comporta toda a sua fortaleza e talento. Palavra é ideação e afastamento da inércia...
– Do livro PALAVRA & DIVERSIDADE, 2011.
http://www.recantodasletras.com.br/ensaios/3378373
Obrigado por me haveres oportunizado o conhecimento do poema. Parabéns, mais uma vez. Beijos e abraços do poetinha JM.
ResponderExcluirOlá amigo.
ResponderExcluirSobre o texto de tua amiga Cecília,
devo dizer que é uma satisfação
sempre que nos deparamos
com algo bem construído.
E ainda mais assim sintético,
como eu gosto
e perfeitamente inteligível.
Achei muito interessante a forma,
todo o texto baseado em formas verbais.
Lígia Lacerda
em scrap ao amigo em comum
Joaquim Moncks
via orkut.
"Poesia
ResponderExcluiré a roupagem da palavra
em seu dia de festa".
♡•♡• Joaquim Moncks ♡•♡•