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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vencendo o sono. Digo, os desafios.

Aquela vontade impertinente
 de me afastar do mundo,
não vai dar em nada,
pois é o mundo que revela meus sonhos,
embora eu não consiga entendê-los.
Tanto me envolvo com o luar,
Como chuto obstáculos.
Intuições ou emoções,
Não passam de finalizações pendentes,
Ilusões, nem sempre se concretizam,
Mas aumentam.
Só aumentam.

Cecília Fidelli.

Minha amiga Ana Levina fazendo ARTE.


Os painéis de Ana Levina – Cultura Ativa,
podem ser vistos no Morro do Paranambuco,
em Itanhaém – SP.

Romantismo sem ruído.


Cheguei da ONG tão cansada …
Resolví sentar  um pouco e ver TV,
mas não conseguí me concentrar.
Calada, sòzinha, claro,
 mas os pensamentos fervilhavam.
A sala pequena, parecia ainda menor,
mais aconchegante, sei lá.
O céu, visto da janela estava mais azulzinho.
Me sentí mais perto dos anjos.
É que eles também  estavam no sofá,
do meu ladinho, de pernas cruzadas
e inspirados como eu.
Tudo arrumadinho
 como eu havia deixado de manhã.
Um poema me veio à cabeça,
dominou minha atenção,
acelerou meu coração.
Num impulso fui atrás do papel, da caneta,
e também de um  envelope.
Claro que amanhã cedo vou ao correio
e encarregá-lo de levar o verso
com esse grito de infinita saudade,
ao meu grande amor!

Cecília Fidelli.

domingo, 30 de setembro de 2012

Tornando a manhã aveludada

Fala baixinho
algo inesperado.
Descompassado.
Me convida
 pra ver o sol nascer,
bem cedo.
Vamos fechar a noite,
livres,
leves,
soltos,
de mãos dadas,
sentindo as gotículas do orvalho,
 colhendo as flores na madrugada.

Cecília Fidelli.

Vertiginosamente

Somos o que acreditamos.
Por isso,
estamos sempre
onde nos colocamos.
Pelo menos
a maneira dos mortais,
é assim mesmo.
Amigos ...
dá pra gente contar nos dedos.
Apesar disso,
dá um sorriso sonoro,
faça as pazes com a vida
que vira e mexe sacode.
Nem sempre acertamos.
Mas Deus,
ouve o nosso silêncio.
Por isso,
envia a variação dos ventos.

Cecília Fidelli.