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Lei número 9.610 - de 19.02.1998.

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Vazio consciente.

Uma lágrima
toca o rosto
e se desprende do coração
sem dar a menor satisfação.
Quando dou por mim...
índices baixíssimos de inspirações.
Que falta de ar !
Aliar poesia com emoção,
não é um jogo.
É um passar mal excessivo,
que pode atingir níveis críticos.
Névoas secas na solidão.

Cecília Fidelli.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Vai rolar, vai rolar.

Hoje faz 66 anos
que a Segunda Guerra Mundial
acabou!!!
Atualmente,
os bombardeios são outros.
Revelam outras tiranias.
Conflitos do Século XXI.
A paz total, retardatária,
todos essperam que venha,
para ficar.
E um dia todas as confusões
vão se acabar.
Será interminável.
Ficará até o final dos tempos.
Se você colabora e acredita,
aproveite a oportunidade
para emitir vibrações boas.
Nesse nosso pequeno mundo,
o ser humano deve ser o primeiro:
- Brigar, nem por amor!
Se você colabora e acredita,
tem convicção como eu
de que o final dos tempos...
Esse sim,
nunca virá.

Cecília Fidelli.



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Um presente.


Um homem, atrás de um balcão
olhava a rua distraidamente.
Uma garotinha se aproximou da loja
e amassou o narizinho
contra o vidro da vitrine.
Os olhos da cor do céu,
brilharam
quando ela viu um determinado objeto.
Entrou na loja e pediu para ver o colar
de turquesa azul
e disse ao dono da loja:
- É para minha irmã.
Pode fazer um pacote bem bonito?
O dono da loja olhou
desconfiado para a garotinha
e lhe perguntou:
- Quanto de dinheiro você tem?
Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia
um lenço todo amarradinho
e tratou de ir desfazendo os nós.
Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse:
- Isso dá?
Eram apenas algumas moedas
que ela exibia orgulhosa.
-Sabe, quero dar este presente
para minha irmã mais velha.
Desde que morreu nossa mãe,
ela cuida da gente
e não tem tempo para ela.
É aniversário dela e tenho certeza
que ficará feliz com o colar
que é da cor de seus olhos.
O homem foi para o interior da loja,
colocou o colar em um estojo,
embrulhou com um vistoso
papel de presente
e fez um laço bem caprichado.
- Tome!, disse para a garota.
Leve com cuidado.
Ela saiu feliz saltitando rua abaixo.
Ainda não acabara o dia quando uma linda
jovem de cabelos loiros
e maravilhosos olhos azuis entrou na loja.
Colocou sobre o balcão
o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
- Este colar foi comprado aqui?
- Sim senhora.
- E quanto custou?
-Ah!, falou o dono da loja,
o preço de qualquer produto da minha loja
é sempre um assunto confidencial
entre o vendedor e o cliente.
A moça continuou:
- Mas minha irmã
tinha somente algumas moedas!
O colar é verdadeiro, não é?
Ela não teria dinheiro para pagá-lo!
O homem tomou o estojo de suas mãos,
refez o embrulho com extremo carinho,
colocou a fita com o laço e
o devolveu à jovem.
- Ela pagou o preço mais alto
que qualquer pessoa possa pagar.
Ela deu tudo o que tinha.
O silêncio encheu a pequena loja
e duas lágrimas rolaram
pela face emocionada da jovem,
enquanto suas mãos
tomavam o pequeno embrulho.
Moral da história?
Doar-se é dar-se por inteiro,
sem restrições.
Gratidão, não tem limites

para gestos de ternura.
... Dar, sem esperar nada em troca !
Amor, aquece quem recebe
e reconforta quem oferece.

- Desconheço a autoria.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Realidades


Por mais que a gente procure
jiustificar tantos acontecimentos
injustificáveis,
em comentar,
comentar
e comentar descalabros,
eles não acabam.
Alguns inconformismos
e tantos conformismos
com fatos da vida
ultrapassam o tolerável.
Existem muitos desesperos,
diante das fatalidades.
Concordo que
nossas razões são só nossas.
Mas,
Procurar entender,
enfrentar,
sem prolongar turbulências
não me parece incoerências.
Ter bons pensamentos,
praticar boas ações...
Mas não.
Ocos gritos por justiças
  pedem vinganças.
Noções pequenas de humanismos
que só ampliam controvérsias.
Interesses em equipes esbravejam.
Fazem hora extra.
No fundo, no fundo,
cada um
só quer viver a sua vida
e mais nada.
Ninguém quer aceitar
a tal felicidade a longo prazo,
isso, se bem elaborada,
com dose cavalar
de solidariedade.
Fatos nunca vistos se sucedem.
Quem define suavidades,
romantiza exageradamente,
como se vivesse a parte.
E o tempo vai passando,
expondo absurdos
diante de indagções
infrutíferas.
Entretanto atitudes,
não são ações meramente
complementares
e é o que se vê,
o que se ouve.
Ressaltam-se análises.

Nada sólido,
e quase ninguém
em pleno bem-estar.
A única evidência
são vidas,
no Brasil e no mundo,
visivel e
quase que totalmente
monitoradas.
A tecnologia trabalha sòzinha.
Idéia incorreta
se não dá acesso a soluções.
Históricos
mesclados com fronteiras,
tentando domar
o que parece indomável.

Cecília Fidelli.

Travessia.

Atravessar noites frias,
sombrias...
O relógio
marca os momentos
das insônias.
Estimula.
Água, cafèzinhos...
As inspirações se revezam,
tentam negociar,
em forma de poesias.
Sonhos e pesadelos
sem restrições.
Esse é o esquema.
E a gente viaja.
Passa pelas horas
se aconchegando em sonhos.
É hora de ir atrás
dos rastros dos sentimentos.
A poesia é uma ponte,
que constantemente
nos leva a territórios
extremamente desconhecidos.
Entramos por atalhos
e saímos por estreitas aberturas.
Passamos por longos caminhos.
Seguimos por mangues,
por extensos jardins delirantes
e por vielas perigosas.
Cruzamos com pássaros,
com morcegos.
Mas a gente encara.
Caminhos se abrem.
Caminhos se fecham,
com emoções
que nem sempre
são as preferidas.
Garimpamos a alma na madrugada.
Ninguém pra nos fiscalizar,
nem secreta, nem publicamente.
Poeta não tem RG,
nem tem placa.
Falamos,
pra nós mesmos ouvirmos.
Vagalumes e grilos.
Tantos céus, tantos mares.
Todos tão longe...
E a gente pergunta,
a gente responde,
e vai ficando assim,
sem respostas.
De repente a lua aparece.
Fica tão perto!
A velha regra,
tranquiliza.
Corações fechados,
abandonados...
Corações felizes,
deslumbrados.
A poesia
é um gerador de energias,
a serem compartilhadas.
Segue rios, segue ruas,
pula as pedras
e os entulhos.
Poetas não usam uniformes.
São disformes.
Magias que valem a pena,
nostalgias que dão pena.
É preciso ir muito longe
para encontrar,
para encontrar-se.
Nem sei há quanto tempo
estou aqui
como se o mundo
estivesse caindo,
e como se nada
estivesse acontecendo.
A poesia aquece a alma.
Discorda, concorda.
Pensamentos turbilhonando,
delatando loucos
em desabafos insanos.

Cecília Fidelli.